Paprika, de Yasutaka Tsutsui – 📖 Leituras do Solari #223

“Children who are bullied remember it for the rest of their lives. But the bullies forget all about it. I’ve witnessed that so many times.”

Publicado originalmente nos anos 1990, Paprika acompanha uma psiquiatra chamada Atsuko Chiba que desenvolve um equipamento capaz de monitorar e intervir nos sonhos de pacientes para o tratamento de distúrbios mentais. Ela usa o seu alter ego Paprika para infiltrar como terapeuta os subconscientes de seus pacientes em uma espécie de sonhos compartilhados. As coisas começam a dar errado quando uma versão portátil do aparelho é roubada, permitindo a alguém “hachear” os sonhos de outras pessoas, e potencialmente as levar à insanidade.

O livro foi adaptado em mangá e e depois em anime, formato que talvez ele seja hoje mais conhecido, principalmente no Brasil. Pesquisei, mas não encontrei uma edição nacional. Eu gosto muito da ideia de Viagem nos sonhos. H. P. Lovecraft é muito conhecido pelos Horrores cósmicos, mas as obras favoritas dele é o chamado Ciclo dos Sonhos. A ideia de que sonhos são lugares que podemos visitar e modificar. No cinema, esse tema é usado de Inception a Matrix, além da série A Hora do Pesadelo. Na verdade, “andar em sonho” é uma das supostas atividades mais antigas da humanidade, atribuída a xamãs e místicos desde tempos imemoriáveis.

Paprika acaba se tornando em um livro policial literalmente psicológico, conforme Paprika e alguns associados saem em busca dos culpados e é iniciado um jogo de gato e rato na vida real, nos sonhos e eventualmente nos dois ao mesmo tempo. O ponto alto é realmente a lógica de sonhos, como as coisas fazem sentido de uma forma diferente e como os sonhos podem vazar para a realidade.

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