O Sangue dos Elfos, de Andrzej Sapkowski 📖 Leituras do Solari #182

“Os erros também são importantes para mim. Eu nunca os ignoro de minha vida, ou de minha memória. E eu nunca culpo os outros por eles.”

O Sangue dos Elfos é bom livro de entrada para quem assistiu a série da Netflix e está órfão de aventuras do Bruxo e não sabe por onde começar a ler. A coletânea de contos O Último Desejo, já com resenha no canal, mostra alguns episódios marcantes que aparecem na saga, como o encontro de Geralt e Yennefer e o caso da princesa amaldiçoada tornada uma striga. Já O Sangue dos Elfos lida com o que acontece logo após a primeira temporada da série da Netflix, com a relação de geralt e ciri, assim como mais sobre a profecia que os une.

Para quem não faz ideia o que é esse Witcher que o povo tanto fala, o resumão é que ele é uma espécie de dedetizador de um mundo fantástico medieval, só que as pragas que ele é contratado para enfrentar não são baratas ou cupins, mas lobisomens, vampiros, dragões, espectros e diversas criaturas baseadas no folclore eslavo. E grande parte do sucesso da série se dá no fato de que, para um livro de fantasia, ele lida com diversos assuntos reais, como genocídio, conflitos raciais e abuso de poder.

Alguns dos pontos altos do livro são mostrar o treinamento de Ciri, sua perspectiva como uma Witcher fora da curva por ser mulher eu uma profissão unicamente masculina. Outro ponto que diferencia o livro de outras obras de fantasia é a natureza mais analítica da profissão. Uma parte considerável de seu poder é o conhecimento extenso do tipo de criaturas com que lidas, seus pontos fracos, que poções são adequadas, como levantar maldições. Eles analisam cenas de “crimes” com descrições dignas de romances policiais, para só depois sacarem suas espadas de prata e irem à luta.

O Sangue dos Elfos é um livro curioso, por lidar bem mais na sedimentação da relação entre os personagens, relações de pai e mãe entre Geralt e Yennefer para com Cir, do que enfrentar um grande mal. Assim como O Último Desejo, parece que o objetivo do autor não é dar um começo meio e fim para a história, mas como se o leitor pudesse olhar por uma janela de tempo daquelas vidas. Portanto, uma grande porcentagem do livro consiste em diálogos.

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