All You Need is Kill, de Hiroshi Sakurazaka đź“– Leituras do Solari #149

All You Need is Kill, de Hiroshi Sakurazaka, é basicamente a versão japonesa daquele filme do Bill Murray o Feitiço do Tempo, em que ele revive o mesmo dia seguidamente, todo dia. Só que aqui é um soldado que todo dia revive uma batalha sanguinária contra uma invasão de aliens semelhantes a estrelas do mar assassinas. É uma batalha que a humanidade está lenta, mas constantemente, perdendo, porque os aliens curiosamente parecem sempre antecipar os movimentos dos exércitos humanos.

AtĂ© que um soldado consegue reviver a batalha todo dia como se estivesse jogando um videogame. Assim que ele morre, ele volta para o “save” dele e pode tentar tudo novamente. Uma, duas, uma centena de vezes. E Ă© fascinante as possibilidades de ter basicamente um botĂŁo de “save” para a vida, poder fazer uma baita burrada e carregar o “jogo” de onde estava. Eu lembro que quando era mais novo pensava nisso, para motivos menos nobres do que salvar a humanidade, mas que tal fazer a prova, bombar feio, mas voltar no “jogo” já sabendo as questões?

“Send one man to the great beyond each week, then do the same for ten years, you’ll have your five hundred. That’s why they’re known as master swordsmen. They didn’t just kill once and call it a day. They kept going. And they got better.” “Sounds like a video game. The more you kill, the stronger you get—that it?

O livro foi adaptado no cinema em No Limite do AmanhĂŁ com o Tom Cruise, que eu gosto, mas estou achando o livro num ritmo mais frenĂ©tico, descrições mais “sujas” dos combates. Tem um crescendo muito interessante do protagonista, de um inĂ­cio no qual ele Ă© completamente inexperiente e tomado pelo medo e adrenalina do combate atĂ© se tornar uma máquina assassina ridiculamente fria e ineficiente.

Eu gostei do tom cínico do protagonista, que traz bem aquela mentalidade de soldado raso, com observações como “boas ideias não são páreo para a burocracia”. A própria perspectiva japonesa do autor enriquece a obra, pelo paralelo com a prática constante de combate de um samurai ao longo de anos para se tornar um mestre espadachim. E se você pudesse espremer o treinamento de uma década de batalha em um único dia?

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